“Morar nos Estados Unidos é bom?” – atualizado pós Era Trump!

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“MORAR NOS ESTADOS UNIDOS É BOM?”

VEJAM ABAIXO A ATUALIZAÇÃO COM O QUE MUDOU APÓS A ERA TRUMP!

Essa é uma pergunta que muitos brasileiros fazem para outros que moram aqui. A resposta é extremamente subjetiva, então eu só poderei dar a minha versão e também reproduzir o que ouço de outros brasileiros que moram por aqui.

De acordo com estatísticas não-oficiais (mas possivelmente corretas) existem cerca de 1 milhão de brasileiros nos Estados Unidos, muitos deles ilegais (aproximadamente 70%).

A resposta simplificada é: a maioria dos brasileiros que mora aqui não quer voltar…sejam os que vieram de forma ilegal há 30 anos atrás em busca de trabalho, e acabaram se legalizando e formando família, sejam os que vieram nos últimos 3 anos e não precisam trabalhar.

As razões de cada um são diversas, de melhores oportunidades, a maior segurança, passando por melhores condições de vida, mais respeito…enfim.

A maioria dos brasileiros que se decepciona com os Estados Unidos e deseja voltar, ou não estava aqui legalmente, ou jamais conseguiu aprender perfeitamente o inglês. Aqueles que tem um visto de permanência e conseguem se inserir profissional e culturalmente dificilmente querem voltar. Por que? Porque quem consegue inserir-se profissionalmente tem chance de resolver o problema que mais incomoda os brasileiros em solo americano, que é a saudade de familiares e amigos. Eles conseguem ir e voltar do Brasil com uma frequência necessária para ver familiares, porque podem entrar e sair, e também porque podem pagar pelas passagens.

Uma outra razão mais subjetiva – e isso é mera suposição minha – é o fato de que quem vai e vem entre Brasil e Estados Unidos tem mais condições de comparar as condições de vida em cada um dos lugares. Para a grande maioria das pessoas que podem fazer isso, o Brasil perde de goleada.

Agora, para minha resposta: eu acredito que só vale a pena morar aqui de forma legal. Por que? Em primeiro lugar, porque realmente não combina comigo a idéia de fazer algo ilegal, não senta bem. Mas abstraindo isso: quem vive ilegalmente tem uma qualidade de vida baixa, só pode trabalhar em serviços informais, o que limita a capacidade de juntar dinheiro; não pode viajar para dentro e para fora porque lhe falta dinheiro e porque poderá ser impedido de entrar novamente; não tem acesso a uma série de direitos que podem mudar esse quadro, como retirar um social security, abrir empresa, ou ter uma conta de banco normal.

Ou seja: morar nos Estados Unidos é bom, sim, se você está aqui legalmente.

ATUALIZAÇÃO APÓS A ELEIÇÃO DO TRUMP:

O que mudou para nós brasileiros, e estrangeiros em geral, que moramos nos Estados Unidos, após a eleição do Trump?

Para quem está aqui legalmente, praticamente nada. A não ser que você seja cidadão de um dos países que entraram na lista dos banidos, sua vida não mudará. E quais são os países banidos? São todos países de maioria muçulmana, que já vivem no meio de muitos conflitos e são conhecidos por serem palco de ações terroristas. A lista não foi criada por Trump, mas pelo time de Obama (onde Hillary estava incluída): Irã, Iraque, Siria, Libia, Sudão, Yemen e Somália. O Iraque recentemente saiu da lista em função de negociações dos governos de ambos os países. A crítica mundial e interna ao banimento foi menos a escolha dos países em si, mas a forma como ele foi feito, atingindo inclusive cidadãos desses países que já possuem Green Card, e já passaram por todo o crivo da máquina de imigração americana. E – obviamente – são considerados anti-humanitários, pois impedem refugiados de tentarem uma vida melhor nos Estados Unidos.
Mas, do ponto de vista de detentores de green cards que são cidadãos cumpridores das leis e não são provenientes de nenhum desses países, pouco mudou até agora.

O que vem mudando bastante são as regras de aquisição de vistos de imigração. A administração Trump está procurando restringir vistos de trabalho, mesmo de pessoas altamente qualificadas e com capacidades raras dentro da economia americana, afetando inclusive a aquisição de talentos por empresas do Vale do Silício e outras áreas da economia, indústrias e empresas que, nas eras Clinton e Bush jamais seriam tocadas, pois são disruptivas do processo produtivo. Essa é uma outra novela que ainda terá muitos capítulos, pois o objetivo ostensivo da política Trump, de restrição de entrada de massa laboral imigrante, em tese visa a gerar empregos internamente.

Na prática,  as ações tomadas são completamente ineficazes para os fins a que se propõe, e resvalam no mais puro populismo: não é possível melhorar a condição de empregabilidade dos americanos restringindo a entrada de imigrantes altissimamente qualificados,  pois a massa desempregada americana assim se encontra justamente porque não possui capacidade para capturar as oportunidades que estão sendo geradas em novos setores da economia que exigem skills diferentes. Ilustrando: você nunca conseguirá transformar um funcionário de uma fábrica de carros de Detroit em um programador de software do Vale do Silício.

Mas, como já havia falado, isso afeta ainda pouco o dia a dia de imigrantes legais dentro dos Estados Unidos. No médio e longo prazo, verifica-se que a onda xenofóbica vem se espalhando pelo mundo inteiro, e na realidade sempre foi mais forte em países europeus, onde gerações de imigrantes lá residem e criam seus filhos sem nunca terem adquirido cidadania do novo país em que nasceram. O que quer que aconteça de sinistro no futuro, fruto dessa nova mentalidade de desconfiança daquilo que é diferente e do que vem de fora, muito provavelmente acontecerá mais forte fora dos Estados Unidos do que dentro, justamente em função da tradição de abertura do país do Tio Sam.

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"Morar nos Estados Unidos é bom?" veja essas opiniões
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2 Comentários em “Morar nos Estados Unidos é bom?” – atualizado pós Era Trump!

    • Olá, Mara, tudo bem? Sim, nós autorizamos, claro. Única coisa que pediríamos, além dos créditos, é colocar um link para o artigo original no nosso site, pode ser?

       

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